Mariana Ramos Dapper, moradora de Chapecó, nasceu com má formação nos membros superiores e afirma: ‘Nada é impossível’

14 de julho de 2019

A história de uma menina de 10 anos que nasceu sem os dois braços, por conta de uma má formação, é exemplo de superação em Chapecó, no Oeste catarinense. Mariana Ramos Dapper, além da praticar natação, escreve, desenha e brinca com massinha de modelar usando os pés. “Nada é impossível”, afirma a garota.

“Quando ela nasceu, os diagnósticos eram os piores possíveis. Foram várias lutas até a gente entender que ela poderia fazer as coisas do jeitinho dela. Ela começou a sentar e puxar os brinquedinhos com os pés, e a gente começou a ver ali uma possibilidade”, diz a mãe, Raquel Dapper.

O pé esquerdo é o que desenvolveu maior coordenação motora. Ela também consegue usar o computador com os dedos dos pés. Com dedos de uma mão, Mariana chega a regar plantas.

“Gosto de brincar com os meus amigos da escola, fazer cambalhota, mergulhar e nadar”, conta Mariana.

A menina faz aulas de natação e recebe atendimento especial em uma escola municipal da cidade, onde frequenta a sala de recursos duas vezes por semana. A professora, Darlene Cagliari, revela a competência da aluna e a importância do acompanhamento.

”Com a Mariana, a gente acaba ensinando, mas aprendendo muito também. Trabalhamos as questões de independência da vida diária, ressaltando não a deficiência, mas as competências que ela consegue realizar. Todo dia é um desafio que a gente lança e ela dá conta do recado”, explica Darlene.

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