Em Chapecó, 14 pacientes internados estão em quartos do pronto-socorro, por falta de leito específico

25 de julho de 2019

A taxa de ocupação de leitos no Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, e do Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê, chegou ao índice de 100% de sua capacidade técnica em diversos setores. As unidades são referência em atendimentos na região e a superlotação preocupa a população oestina.

Em Xanxerê, nesta quarta-feira (24), 98,85% dos 174 leitos da instituição estão ocupados. Já no HRO em Chapecó, das 293 vagas, 90% delas estão lotadas, com isso 14 pacientes internados estão em quartos destinados originalmente para observação no pronto socorro.

As maiores demandas registradas no HRO são na UTI Geral, UTI Neonatal, Maternidade, Clínica Cirúrgica e Obstétrica e Sala de Recuperação Pós-Anestésico. Ao todo, são realizados mais de 300 atendimentos por dia no hospital, sendo que 60% deles são pacientes de Chapecó e outros 40% de municípios vizinhos.  

Já no hospital de Xanxerê, além da superlotação em alas de internação e Unidades de Terapia Intensivas, há grande demanda no setor de Emergência, que nos últimos dias, tem recebido em média 180 pacientes/dia. 

O período de mudanças climáticas, enfrentados nos últimos dias, contribuiu para o aumento de pacientes que buscam atendimento nas unidades hospitalares. 

Com a lotação dos dois hospitais, a orientação é para que a comunidade busque atendimento médico no HRSP e no HRO somente em casos de urgência ou emergência. As unidades recomendam que a população procure as Unidades Básicas de Saúde ou Prontos Atendimentos das cidades onde moram. 

Referência no Oeste 

O HRSP é referência em urgência e emergência para toda a região da  Amai (Associação Municípios Alto Irani) e também em atendimentos de casos de alta complexidade em cardiologia de 111 municípios. 

Já o HRO  é referência em urgência e emergência, ou seja, para casos de alta complexidade, quando o atendimento é a vítimas de acidentes de trânsito e outras demandas complexas.

Alternativa HRO

O diretor do HRO, Osmar Arcanjo de Oliveira, afirma que uma alternativa para desafogar a unidade seria “a retirada do IML (que hoje é em anexo) e a ampliação do pronto socorro, bem como, a  inauguração da ala nova do Hospital Regional”, disse. “Esse é um problema que nós vamos continuar enfrentando, sempre que tiver um problema de ciclos de temperatura, vai aumentar a quantidade de pessoas e vai superlotar” completou Oliveira.


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