Segundo Elieser Bertinotti, Leonardo Martins e seu pai não quiseram revelar onde se desfizeram da arma do crime

30 de julho de 2019

O segundo depoimento de Leonardo Natan Chaves Martins e de seu pai sobre o caso da morte de Gabriella Custódio da Silva durou cerca de uma hora e meia e, de acordo com o delegado Elieser Bertinotti, os dois não estão colaborando muito com as investigações. A morte de Gabriella Custódio da Silva ainda é tratado como feminicídio.

No novo depoimento, Leonardo e seu pai se negaram a dizer onde a arma foi abandonada. De acordo com o relato deles, após deixar Gabriella no hospital, pai e filho se dirigiram até São Francisco do Sul num segundo carro, onde a família tem uma casa alugada na beira da praia. No caminho, se desfizeram da arma.

De acordo com os advogados de defesa, o pai de Leonardo tinha comprado a arma um dia antes do crime para defesa pessoal, pois ele iria começar a trabalhar como motorista de aplicativo. Leonardo foi até a casa da família para vê-la e mostrá-la para Gabriella, no momento em que aconteceu o disparo. O pai de Leonardo vai responder pelo porte ilegal da arma.

A defesa ainda negou que o relacionamento do casal fosse conturbado e com discussões, conforme chegou a ser revelado por familiares de Gabriella.

A polícia ainda aguarda o resultado da perícia no local do crime e o laudo cadavérico, que são imprescindíveis para o andamento do inquérito sobre o caso.

Ainda não está descartado o pedido da prisão temporária de Leonardo, mas o delegado Elieser Bertinotti prefere que ele e seu pai colaborem de forma espontânea com as investigações.

Mais Acessadas