Número de casos cresce entre 20% e 30% no Inverno

5 de agosto de 2019

Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, estudos realizados em diferentes países mostram que, em comparação com as outras estações do ano, durante o Inverno, o número de infartos cresce, em média, 30% e os de AVC, 20%. A estimativa é que a cada 10°C de queda na temperatura haja um aumento de 7% no índice de infartos, especialmente quando os termômetros atingem marcas inferiores a 14ºC.

Isso acontece porque o organismo faz de tudo para manter o calor interno do corpo ao redor de 36,1ºC. Assim, quando as terminações nervosas da pele se ressentem com o frio, estimulam a produção de um tipo de catecolamina, substância que, entre outras funções, acelera o metabolismo para evitar a perda de calor, como forma de proteger o funcionamento de órgãos vitais internos. Esse mecanismo faz com que as paredes dos vasos sanguíneos que irrigam a pele se contraiam (prova disso é que mãos, pés, nariz e orelhas esfriam), e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue. Além disso, como sentem menos sede no frio, as pessoas acabam ingerindo menos líquido e desidratam. Sangue mais denso e viscoso coagula mais facilmente, o que colabora também para o aumento da pressão sanguínea.

E mais: nas baixas temperaturas, o aumento da pressão sanguínea sobre a parede dos vasos que estão com o calibre reduzido, além de sobrecarregar o coração, facilita o desprendimento de placas de gordura localizadas no interior das artérias, que podem bloquear o fluxo do sangue para o coração e para o cérebro.

Idosos, hipertensos, diabéticos, obesos, fumantes e sedentários precisam redobrar os cuidados no Inverno. Mesmo quem não pertence a esses grupos de risco deve evitar a exposição prolongada ao frio intenso e o choque térmico causado pelas quedas bruscas de temperatura.

Infarto

Também chamado de ataque cardíaco, o infarto acontece quando os vasos sanguíneos que fornecem sangue ao coração ficam bloqueados, impedindo que chegue oxigênio suficiente ao órgão.

Sintomas 

– Dor no lado esquerdo do peito, em forma de aperto, pontada ou peso, que pode irradiar para o pescoço, axila, costas, braço esquerdo ou até mesmo, braço direito;

– Dormência ou formigamento no braço esquerdo;

– Dor de estômago, sem relação com alimentos;

– Dor nas costas;

– Mal-estar;

– Enjoos e tonturas;

– Palidez e suor frio;

– Dificuldade para respirar ou respiração rápida;

– Tosse seca;

– Dificuldade para dormir.

– Entre as mulheres, incluem dor no queixo, no colo ou nas costas, como se tivesse um peso; forte indigestão, como se tivesse exagerado na alimentação; e sensação de bolo na garganta.

AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ser definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central.

Sintomas

– Dor de cabeça (intensa que surge de repente);

– Diminuição da força de um dos lados do corpo, que é visível no braço ou na perna;

– Perda da sensibilidade de uma parte do corpo, não identificando o frio ou calor, por exemplo;

– Tontura, que leva à perda de equilíbrio;

– Alterações da visão, como perda parcial da visão ou visão embaçada;

– Engasgamento, apresentando dificuldade em comer e em engolir;

– Rosto assimétrico, com boca torta e sobrancelha caída;

– Fala embolada, lenta ou com um tom de voz muito baixo e muitas vezes imperceptível;

– Incontinência urinária ou fecal;

– Movimentos incomuns e descontrolados, como tremores;

– Sonolência ou mesmo perda de consciência;

– Perda de memória e confusão mental, não sendo capaz de realizar ordens simples, como abrir os olhos e, podendo ficar agressivo e não saber referir a data ou o seu nome, por exemplo;

– Náuseas e vômitos.

Com informações Drauzio Varella

Mais Acessadas