Levantamento divulgado nesta terça-feira (06) aponta que até o dia 2 de agosto foram confirmados 316 ocorrências da doença

7 de agosto de 2019

Santa Catarina registrou neste ano 316 casos de gripe e confirmou 40 mortes por Influenza. Os dados foram lançado no último levantamento da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), lançado nesta terça-feira (06) e levava em conta dados coletados até a última sexta-feira (2). Em comparação com o último relatório, lançado há sete dias, foram confirmadas cinco mortes, nos municípios de Balneário Camboriú, Criciúma, Descanso, Fraiburgo e Rio Negrinho. Além dos óbitos, 24 casos de gripe foram registrados nesse período.

O vírus da Gripe A H1N1 concentra a maior parte das ocorrências, das 40 mortes causadas pela influenza 36 foram subtipo pelo H1N1, dois pelo H3N2, um por influenza B e outro encerrado por vínculo epidemiológico, pois o paciente teve contato com duas pessoas laboratorialmente confirmadas com influenza. Os mais velhos concentram a maior parte das ocorrências, 30, sendo 12 casos em pessoas de 50 a 59 anos e 18 em quem tem mais de 60 anos.

De acordo com a Dive/SC dos 316 casos de gripe, 258 foram pelo vírus A (H1N1), 34 pelo vírus A (H3N2), 13 pelo vírus Influenza B, 1 encerrado por vínculo epidemiológico e 10 ainda estão em análise para confirmação do subtipo. Os municípios que mais apresentaram casos foram: Chapecó com 30 ocorrências, Florianópolis que possui 26 registros, Blumenau e Joinville com 23, Balneário Camboriú com 13 registros e Lages com 11.

Transmissão

A gripe pode ser transmitida de duas formas: direta, por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar; ou indireta, pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.

De acordo com a gerente de imunização da DIVE/SC, Lia Quaresma Coimbra, é justamente por causa da gravidade da doença que as pessoas precisam ficar atentas aos sinais e sintomas da gripe que são: febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca.

—A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias— ressalta Quaresma

A recomendação é que ao apresentar esses sinais/sintomas a pessoa busque atendimento numa unidade de saúde imediatamente.

Álcool gel é uma alternativa para higienização de mãos(Foto: Germano Rorato / BD)

Prevenção

• Lavar as mãos com frequência, principalmente, antes de consumir alimentos;

• Utilizar lenço descartável ao tossir, espirrar ou assoar o nariz;

• Cobrir a boca e o nariz com o antebraço quando espirrar ou tossir;

• Evitar tocar os olhos, nariz e boca; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

• Manter os ambientes bem ventilados;

• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas gripe;

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