Crime ocorreu em novembro de 2018 e teve por motivo a não aceitação do fim do relacionamento

17 de agosto de 2019

Um homem que manteve a companheira, a sogra e o cunhado em cárcere privado, é condenado a mais de seis anos de prisão, em município do Oeste. Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido em novembro de 2018 e teve por motivo a não aceitação do fim do relacionamento.

O réu foi sentenciado pelos crimes de ameaça, cárcere privado e violação de domicílio, além do descumprimento da medida protetiva, e a dosimetria da pena foi ajustada para quatro anos, três meses e 25 dias de reclusão, em regime fechado, e dois anos, três meses e 27 dias de detenção, no semiaberto.

Ele também terá de indenizar as vítimas em R$ 8 mil – R$ 4 mil para a mulher e o restante dividido entre o cunhado e a sogra – pelo dano moral.

Após cinco anos de relacionamento conturbado em uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, a mulher resolveu buscar abrigo na residência de sua mãe no extremo oeste do Estado. Em função de agressões sofridas em ambiente doméstico, o Judiciário concedeu medidas protetivas que proibiam o homem de se aproximar da companheira.

O agressor ignorou e percorreu mais de 470 quilômetros para invadir aos berros a casa da sogra e ameaçar a todos que estavam presentes.

 Armado com pedras, ele tomou o veículo da mulher e disse que “teria morte” caso alguém chamasse a polícia. No dia seguinte, ele invadiu a residência novamente e ficou escondido até a chegada dos moradores. Por meio da intimidação e aos gritos, o homem pegou os celulares das vítimas e os danificou com água, para evitar que alguém chamasse a polícia e os manteve em carece privado.

A polícia foi avisada e uma grande operação foi montada para libertar as vítimas, inclusive, com o uso do helicóptero da Polícia Civil. O homem foi preso em flagrante e condenado pelo magistrado da comarca de origem. Inconformado, o réu apelou pela desclassificação do cárcere privado para constrangimento ilegal.

Almejou reconhecer o concurso formal entre os crimes de descumprimento de medida protetiva e violação de domicílio. Também requereu o afastamento da indenização ou a respectiva minoração da quantia.

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