Família reclama das péssimas condições do Instituto Médico Legal de Concórdia

21 de agosto de 2019

Além de enfrentar a perda de um ente familiar, os parentes do concordiense Douglas Favaretto, de 33 anos, morto em tragédia no trânsito nesta semana, tiveram que lidar também com as péssimas condições do Instituto Médico Legal (IML) de Concórdia. O corpo dele levou quase dez horas para ser liberado conforme contou o irmão Diego Favaretto à reportagem das rádios Rural e 96.

Diego procurou o jornalismo da emissora para reclamar das péssimas condições físicas de atendimento do IML. De acordo com ele, por conta da falta de energia elétrica adequada o corpo do irmão passou quase dez horas no local. A vítima foi levada ao Instituto pouco depois das 23 horas e só foi liberada para a família pouco depois das 08 horas do dia seguinte. Profissionais precisavam da luz do dia para fazer a necropsia.

Em entrevista ao programa Papo@96, Diogo contou como foram as horas após acidente. “Eu estava viajando, trabalhando. Quando cheguei, constatei que era verídico. Fui correr atrás dos trâmites. Eles disseram no IML que só iriam atender às 07h30. Aí cheguei 07h30, estava já o carro com o corpo. Aí às 08 horas chegou o legista e fui perguntar porque só fazem de manhã. Então, ele me questionou: vou fazer com que luz à noite?”, relatou (ouça abaixo)

Ainda segundo Diego, a própria funcionária não tinha luz osuficiente para preencher os documentos. “A funcionária, pra preencher os papéis, precisou ir até a janela para ter iluminação.” Depois de liberado o corpo, eles precisaram se deslocar até o interior do município, em Linha Tiradentes, onde ocorria o velório. O corpo chegou apenas às 12 horas no local, e às 16 horas foi enterrado.

Ele também reclama da estrutura para a família que fica no aguardo do trâmite no IML. “Fica pai, mãe, viúva, filho, esperando. A gente só foi contar às 10 da manhã pro menino porque não tinha corpo pra mostrar. Como vai contar se não tem um corpo? Não to reclamando do atendimento. Mas to reclamando do poder público, tomar uma atitude. Não tem um banco pra família sentar, uma água pra família tomar”, desabafou. 

Douglas morreu na noite da última segunda-feira, dia 19. Ele se envolveu em acidente de trânsito no Contorno Viário Norte de Concórdia. Três veículos acabaram colidindo – uma motocicleta, uma VW/Saveiro, e um Fiat/Uno, onde estava Douglas. Ele acabou perdendo a vida instantaneamente. Ele deixa dois filhos e a esposa.

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