Assista o vídeo com a entrega da prótese, realizada nesta quinta-feira, 05, para Benjamim Diersmann de cinco anos de idade

6 de setembro de 2019

A aplicação do conhecimento adquirido no Mestrado e Doutorado, aliado ao desejo de realizar projetos que viessem ao encontro da Engenharia Biomédica levaram o professor doutor, Geovani Scolaro, juntamente com acadêmico Otávio Ferraz de Araújo Prado, do curso de Engenharia de Computação da Unoesc Joaçaba, à construção de duas próteses que ajudarão uma criança de 5 anos que possui uma deficiência no braço esquerdo.

A ideia surgiu ainda em 2017, quando um projeto foi submetido à Fapesc buscando recursos para aquisição de equipamentos e componentes eletrônicos e foi ampliada quando uma parceria com o Ambulatório Universitário (AMU) identificou casos de pacientes que necessitavam do uso de determinados tipos de próteses. Desde então, quatro projetos estão em andamento.

Para o caso da criança que será beneficiada agora, foi desenvolvida inicialmente, uma prótese mecânica que teve suas partes criadas na impressora 3D e funciona a partir do movimento do braço como um todo, possibilitando que ela abra e feche a mão, e uma mioelétrica, que utiliza servos motores ligados à eletrodos que reagem à estímulos musculares permitindo os movimentos da mão e de cada dedo, separadamente.

— Ainda estamos na finalizando a construção da prótese mioelétrica, enquanto isso, queremos proporcionar o uso da prótese mecânica para a criança ir se adaptando — explicou o professor Geovani.

Entrega da prótese

Na quinta-feira, 5, foi realizada a entrega da prótese mecânica. O beneficiado é o menino Benjamim Diersmann de cinco anos de idade, morador de Luzerna. Ele esteve com sua família na Unoesc e assim que colocou a prótese já começou a testar os movimentos que poderia fazer. Além disso, estava ansioso para poder mostrar aos amigos o seu “braço robótico”, como ele mesmo chamou.

Feita a entrega, agora, o professor Geovani e o acadêmico Otávio seguirão com a confecção da prótese mioelétrica que substituirá essa mecânica. A intenção é no futuro, tornar a Unoesc referência nessa área.

— Temos esbarrado na questão tempo e recursos. Tempo, porque conciliamos diversas atividades além da pesquisa, e recursos porque no caso dessa prótese criada agora, ainda estamos utilizando sobras do projeto lá de 2017. Precisamos buscar parcerias para expandir os trabalhos — comentou o professor.

Para o acadêmico Otávio, que tem participado ativamente no desenvolvimento das próteses, a oportunidade de colocar seu conhecimento em prática ajudando as pessoas é gratificante.

— Sempre gostei da parte mais dinâmica do curso e quando me envolvi com as próteses me motivei ainda mais. O desenvolvimento da pesquisa proporcionou conhecimentos além da teoria vista em sala de aula e isso além de refletir em ajuda para as pessoas, irá contribuir muito para minha carreira — destacou.

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