A última captação feita em Concórdia foi na madrugada do dia 24 de setembro / Foto: Alexandre

1 de outubro de 2019

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital São Francisco realizou, na última semana, a 50ª captação de órgãos em Concórdia. Foi a segunda captação de 2019. A doadora foi Eunice Retamar, de 53 anos, que teve morte cerebral confirmada na noite de segunda-feira. Ela foi atropelada na noite do dia 20, na Rua Tancredo de Almeida Neves. Os familiares autorizaram a doação e rins e o fígado foram captados.

A marca foi alcançada justamente na semana em que é lembrada a doação de órgãos, com a passagem do Dia Nacional do Doador de Órgãos, dia 27 de setembro. O credenciamento do Hospital São Francisco foi realizado em 2007. “A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes tem como atribuições organizar dentro do âmbito hospitalar todo o processo de captação, identificar o potencial doador e coordenar a entrevista com familiares destes pacientes. A gente agradece sempre aos familiares que aceitaram a fazer doações nestes anos de trabalho, sem eles, isso não seria possível. Autorizar a doação é um ato de salvar vidas e a nossa população é muito solidária”, relata a CIHDOTT do Hospital São Francisco, Glasia Baron.

A enfermeira também explica que a decisão final para uma doação final, é dos familiares. “Sempre que tivermos o diagnóstico de morte encefálica, que é uma lesão irreversível, irrecuperável do cérebro, é possível fazer a captação de órgãos. Isso acontece em casos em que a pessoa tem algum derrame cerebelar, traumatismo craniano grave, ou tumor cerebral. Mas a decisão final é dos familiares, são eles que autorizam ou não se os órgãos e tecidos podem ser doados. Por isso é fundamental que as pessoas deixem os parentes sempre informados se desejam ou não ser doadores”, lembra Glasia.

Ela também lembra que a conscientização das pessoas é muito importante para que vidas possam ser salvas. “Hoje há milhares de pessoas, em nível nacional, em uma fila de espera por órgãos. Nós precisamos ter doadores para poder fazer os transplantes e salvar e melhorar a qualidade de vida destas pessoas”, ressalta a enfermeira. 

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