Com personalidade possessiva, depois da separação, ele a perseguia e impedia de ter outros relacionamentos. Na época, o fato gerou repercussão e comoção na pacata cidade de Pinheiro Preto

2 de outubro de 2019

Em 2018, na semana em que se comemora o Dia Mulher, uma delas foi vítima do ex-companheiro no interior de Pinheiro Preto, no Meio-Oeste. Atingida por mais de oito golpes de faca, não morreu porque foi amparada por uma vizinha e recebeu atendimento médico. O agressor foi a júri popular nesta terça-feira (1), na comarca de Tangará, e condenado a 10 anos de reclusão, em regime fechado, pela tentativa de feminicídio.

Denunciado pelo Ministério Público, ele estaria inconformado com o fim do relacionamento, caracterizando uma motivação torpe. Ainda, que o ato foi praticado sem que a vítima tivesse chance de se defender.  Os jurados reconheceram a materialidade e autoria e afastaram as teses da defesa de desclassificação de homicídio tentado para lesão corporal e a figura da desistência voluntária. Por maioria, confirmaram as três qualificadoras.

O réu foi condenado em outro processo por crime de ameaça em ambiente doméstico contra a mesma vítima. Mesmo ocorrido depois da tentativa de matar a ex-mulher, o juiz Flávio Luís Dell’ Antônio considerou como maus antecedentes. Com personalidade possessiva, depois da separação, ele a perseguia e impedia de ter outros relacionamentos. Na época, o fato gerou repercussão e comoção na pacata cidade de Pinheiro Preto.  (Processo número 000122-24.2018.8.24.0071)

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