Homem de 52 anos conseguiu fugir em operação que resgatou a adolescente e é considerado foragido

14 de outubro de 2019

O homem suspeito de manter uma adolescente de 13 anos durante quase dois meses em um acampamento no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, na Grande Florianópolis, já tem outras passagens pela polícia. O delegado Fabiano Ramos, que investiga o caso, confirmou nesta segunda-feira (14) que Placido Cardoso, de 52 anos, já respondeu por furto e por violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha.

No domingo (13), a Polícia Civil resgatou a adolescente no meio da mata fechada do parque. A jovem estava desaparecida desde o dia 31 de julho. Uma ampla operação conseguiu achar o acampamento em que o suspeito se escondia com a garota. Os investigadores vão apurar se o homem a tirou de casa contra a vontade ou não.

Desde o fim de 2018, a Polícia Civil já apurava se Placido estava abusando sexualmente da adolescente, que tinha 12 anos de idade, quando o crime teria acontecido. O suspeito era vizinho da família da menina.

Em junho deste ano, ao descobrir que estava sendo investigado, ele desapareceu. No dia 2 de agosto, a família da garota abriu um boletim de ocorrência para informar sobre o sumiço dela, que aconteceu dois dias antes.

Desde então, a Polícia Civil realizou diversas operações para tentar localizar Placido e a adolescente. A informação era de que ele estava fazendo acampamentos improvisados no meio da mata, mudando de local frequentemente, para tentar despistar os policiais. Nesse período, os investigadores conseguiram um mandado de prisão preventiva contra o homem, por causa da suspeita de estupro.

O suspeito conseguiu fugir quando os policiais encontraram o esconderijo. Na fuga, ele acabou deixando para trás um revólver calibre 32 carregado.

A adolescente foi socorrida e levada ao Conselho Tutelar de Palhoça. Ela passou a noite com os conselheiros e foi ouvida por uma psicóloga na manhã desta segunda-feira. À tarde, ela será levada ao Instituto Médico-Legal e também ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.

Além do possível estupro de vulnerável, que poderá ser confirmado durante a perícia, o suspeito deverá responder por cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo. Quem tiver informações sobre o suspeito pode entrar em contato com a Dpcami de Palhoça, pelos telefones (48) 3286 5551 / 3286 7176 / 3286 4168 / 3286 4982.

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