Edsane mora em Ponte Serrada e faz parte de uma ONG que resgata animais de rua

1 de novembro de 2019

Nos dias de hoje, é bem difícil encontrar alguém que não tenha um animal de estimação em casa, sejam os gatos, os cachorros, pássaros, tartarugas, e diversos outros bichos. Adotar ou comprar animai, está ficando cada vez mais comum nas famílias, principalmente naquelas que têm crianças em casa. 

A companhia de um bichinho, muitas vezes, se torna tão importante na vida de alguém, que até pode auxiliar na recuperação da saúde de muitas pessoas. Esse é o caso da protetora Edsane Magley, de 39 anos.

A jovem videirense, que reside em Ponte Serrada há dez anos, é mãe de um menino de 13 anos e de 21 gatos, estes, que foram resgatados das ruas e de maus-tratos. Lola, Lúcio, Fredy, Maya, Zac, Théo, Mel, Bono, Mila, Otto, Luigi, Klaus, Bob, Amora, Sniff, Ísis, Mindy, Kell, Dom, Nina, Marie, hoje fazem parte da vida da ex-servidora pública, que cuida e defende os bichinhos de todas as maneiras possíveis. Os gatos são de variadas idades e todos são castrados e cheios de amor para dar.

“Quando estou triste ou estou tendo uma crise de ansiedade, eles deitam no meu colo e fazem com que isso alivie e vá embora. Eles sentem quando eu não tô bem”, conta a tutora, que além de ansiedade, também sofre de depressão.

Além dos 21 felinos que tem em casa, Edsane acabou perdendo três deles: a Hanna, o Gael e o Amoro. “Viraram estrelinhas”, lamenta.

Edsane, além de gostar de animais, ajuda a resgatá-los das ruas, fazendo parte de uma ONG do município onde está vivendo atualmente. Segundo ela, mais de 200 gatos já passaram por sua vida nesse trabalho de protetora, fora o número de cães.

“As pessoas geralmente querem filhotes, e os adultos resgatados, ficam”, diz ela sobre a adoção dos bichinhos.

Os mais de 20 gatos que ela tem em casa são resultados desses resgates. “Tu cria um vinculo, não consegue passar pra frente. Alguns já sofreram tanto que eles mesmos te adotam. Daí você não doa porque eles confiam em você”, explica.

Para a proteção dos bichinhos, a profissional os mantém dentro de casa com telas nas janelas para que eles não fujam ou fiquem expostos aos perigos. “Gato é a criatura mais desconfiada da face da terra, pra tu ganhar a confiança de um gato, não é uma coisa tão simples. Então, quando eles te adotam, não tem como você doar para outra pessoa”, comenta.


“Os de maus-tratos são os mais difíceis, eles aprendem que o humano é ruim”, diz Edsane, que afirma que quando pessoas visitam a sua casa, os animais se escondem.


Segundo ela, todos os animais fazem parte da sua vida. A protetora explica que seus gatos – todos eles – têm uma história importante. “Todos eles surgiram em minha vida em momentos especiais”.


Além dos felinos, Edsane cuida de seis cachorros: a Luma (que foi resgatada de um canil clandestino), a Preta (segundo ela, veio de brinde com a casa onde vive), a Ayla, a Lili, a Pequena e o Coca, que são os cachorros prontos para adoção.

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