Polícia investiga esquema de empresas ‘noteiras’ no estado. A Secretaria da Fazenda acredita que deixaram de ser recolhidos cerca de R$ 10 milhões em impostos

6 de novembro de 2019

Com o objetivo de apreender documentos e provas relacionadas a suspeita do uso de notas fiscais em nome de empresas de fachada, conhecidas como ‘noteiras’, em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Fazenda, Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) realizaram nesta quarta-feira (6) a operação Bacos do Oeste II.

A investigação começou quando um boletim de ocorrência foi registrado após a abordagem em um caminhão que transportava bebidas provenientes de uma indústria da região Oeste de SC. Na nota fiscal, no entanto, continha endereço de uma empresa de fachada de Penha, no Litoral Norte catarinense.

Segundo o delegado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Pedro Mendes, há oito meses é investigado o esquema de empresas noteiras utilizadas para registro de vendas da indústria de vinhos e derivados do Oeste. A fraude possibilitava que deixassem de serem recolhidos tributos como o ICMS.

“Investiga-se ainda, a suspeita da criação e utilização destas empresas, bem como os responsáveis por tais atos”, disse Mendes.

Prejuízo de R$ 10 milhões

A estimativa, segundo a Secretaria de Fazendo do Estado, é que o esquema tenha gerado prejuízo de mais de R$ 10 milhões aos cofres públicos. Os valores serão registrados após a análise do material apreendido na operação e perícia nos equipamentos de informática.

Durante a ação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Pinheiro Preto, no oeste catarinense; em Penha; e ainda em Curitiba, no Paraná.


Mais Acessadas