MPSC obteve a condenação de oito integrantes de uma facção criminosa voltada ao tráfico de drogas na Comarca de Canoinhas

26 de novembro de 2019

O trabalho conjunto entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e as Polícias Civil e Militar desmantelou mais uma célula de organização criminosa -Primeiro Grupo Catarinense (PGC) – que estava estabelecida no município de Três Barras. Os integrantes do grupo criminoso receberam penas de quatro a onze anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas. Segundo registrado na decisão, a organização utilizava-se da participação de adolescentes, empregavam armas de fogo nos crimes cometidos e possuía conexão com facções de outros estados.

 Na denúncia, apresentada em 27 de setembro de 2018, o MPSC demonstra com riqueza de detalhes como funcionava a organização criminosa. Os réus eram “batizados” na facção e cada um exercia uma função – alguns, inclusive, atuavam em posição de comando regional no grupo que age em Santa Catarina.

Paulo Guilherme da Silva Alves ocupava a função de “sintonia”, que é a pessoa que faz a comunicação com membros de outras cidades e transmite as ordens das lideranças estaduais. Já Alan Jones Alves Cavalheiro exercia a função de “disciplina”, responsável por decidir as penas internas do grupo, cuja aplicação era executada por Ivan Prestes Ribeiro, o “abatedor” da organização. Ana Caroline Spitzner e Maria Dirlene Pires Munhoz eram “corre junto”, alcunha dada para os responsáveis pela venda de drogas. 

O bando também se valia da participação de adolescentes na execução dos delitos. A sentença, proferida em 13 de novembro de 2019, é passível de recurso. Foi negado aos réus o direito de recorrer em liberdade.

Veja abaixo a relação dos réus condenados e as penas aplicadas:

Alan Jones Alves Cavalheiro – pena de 6 anos, 4 meses e 6 dias de reclusão;

Ivan Prestes Ribeiro – pena de 6 anos, 4 meses e 6 dias de reclusão;

Luciano Henrique Hauss – pena de 4 anos e 8 meses de reclusão;Jean Carlos da Silva – pena de 4 anos e 8 meses de reclusão;

Paulo Guilherme da Silva Alves – 10 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão.

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