Criança apresentava baixos sinais vitais, quando a família chegou ao posto da polícia Foto: Polícia Militar/Divulgação

19 de janeiro de 2020

Uma história linda, que teve um final feliz graças a dois policiais militares. Foi assim que Tamiris de Oliveira Silva, de 25 anos, definiu o nascimento da filha Laura Cecília em Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina. A menina nasceu no pátio de casa, quando a mãe embarcava no carro para se dirigir à maternidade, e foi salva pela intervenção dos policiais que estavam de serviço.

Era por volta das 23h do último domingo (12), quando a moradora da Praia do Rosa, no Litoral Sul de Santa Catarina, saiu de casa com a filha nos braços. Apesar de já ter nascido, a criança, ainda estava ligada à mãe pelo cordão umbilical, e não reagia como esperado. Para concluir os procedimentos do parto, Tamiris e seu marido partiram em direção ao estabelecimento hospitalar de Imbituba, distante 20 quilômetros do local onde moram.

Em meio ao trânsito intenso no Litoral catarinense, que dificultava o rápido deslocamento do veículo, a família lembrou de pedir ajuda em um posto policial que havia no caminho. Lá, encontraram o soldado Job Pinheiro da Rocha, de 35 anos, e o cabo Cristiano Ramos, de 43 anos.

É um choque saber que tem uma criança viva por tua causaCristiano Ramos, policial militar

Os dois levaram um susto ao ver do que se tratava o pedido de ajuda. O primeiro impulso dos militares, segundo relato do cabo, foi acionar uma ambulância, com a estrutura capacitada para o atendimento:

— Acionamos o Samu, porque a placenta ainda estava dentro do útero da mãe, e o cordão umbilical também. Nós não tínhamos condições de realizar qualquer procedimento com segurança, como cortar o cordão.

A equipe de socorro, no entanto, realizava outro atendimento e orientou que levassem a mãe e a bebê recém-nascida ao hospital o quanto antes.

Ao calcular a distância e o tempo que demorariam para chegar ao hospital, o cabo Cristiano lembrou-se de conhecimentos obtidos há 17 anos, época em que entrou para a corporação: usou um lacre plástico que tinha no colete balístico para “amarrar” o cordão umbilical, interrompendo a ligação com a placenta e fazendo com que o bebê passasse a usar as vias aéreas para respirar.

— A criança estava apática. Parecia que estava perdendo os sinais vitais, então nem pensei muito. Peguei o que tinha em mãos e amarrei o cordão. Depois disso, a criança começou a chorar. É um choque saber que tem uma criança viva por tua causa — conta Cristiano.

Escolta até o hospital

Com a bebê já respirando, os policiais iniciaram o deslocamento até Imbituba. O soldado Job foi na frente, conduzindo a viatura.

— Tinha muito movimento, então fui abrindo passagem. Ela (a mãe) foi levada no próprio carro, porque preferimos não arriscar fazer a troca dos veículos — conta o soldado.

No hospital, uma equipe já aguardava a chegada da mãe e da recém-nascida, que rapidamente foram atendidas. Foi ainda no hospital que os policiais souberam, através do médico que recebeu a família, que o procedimento realizado por eles foi crucial na vida da pequena Laurinha.

— Quando vimos a criança bem, foi um alívio. É uma emoção fora do comum — conclui o soldado Job.

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