Segundo a Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (Dive), o caso de Santa Catarina foi registrado em Videira. Um casal de pacientes, que viajou recentemente à Tailândia, tinha sintomas de resfriado, o que acendeu o alerta no município. Em nota, a Dive informou que os sintomas eram leves e eles não precisaram ficar internados, nem receber tratamento específico.

23 de janeiro de 2020

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (23) que Santa Catarina foi um dos cinco estados no Brasil que notificaram o órgão para casos suspeitos do novo coronavírus. Até agora, todos foram descartados porque não se enquadravam nos critérios definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para risco da doença. No momento, não há nenhum caso considerado suspeito no Brasil.

Na quarta-feira (22), a OMS divulgou os critérios de suspeição. O primeiro deles é ter viajado à única cidade onde ocorreu, até agora, transmissão local, que é Wuhan, na China. O segundo é ter contato com algum doente ou caso suspeito de coronavírus. Por fim, apresentar os sintomas, que são similares aos de gripes e resfriados, até 14 dias depois do suposto contato com o vírus.

Segundo a Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (Dive), o caso de Santa Catarina foi registrado em Videira. Um casal de pacientes, que viajou recentemente à Tailândia, tinha sintomas de resfriado, o que acendeu o alerta no município. Em nota, a Dive informou que os sintomas eram leves e eles não precisaram ficar internados, nem receber tratamento específico.

Como determina o protocolo, a Dive acionou na terça-feira (21) o Ministério da Saúde, que descartou o risco de confirmação da doença. O mesmo ocorreu com notificações feitas pelo Distrito Federal – a primeira a chegar ao Ministério, no dia 17 de janeiro – Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

– Na Tailândia teve um caso importado de Wuhan. Se um brasileiro tivesse contato, seria um caso suspeito. Mas não é qualquer pessoa que viaje para China, Tailândia ou Austrália (que pode estar contaminada) – explicou, durante coletiva de imprensa, o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda.

O secretário falou sobre a necessidade de esclarecimentos para evitar “medo generalizado” e alarmismos. As secretarias estaduais de saúde têm autonomia para testar os pacientes, mas a recomendação do Ministério da Saúde é que sejam obedecidos os critérios, para evitar ações desnecessárias – especialmente porque os sintomas se assemelham a gripes e resfriados, que são comuns.

Operação de Emergência

O Brasil ativou o Centro de Operações em Emergência para organizar a comunicação com os estados e os critérios de definição dos casos. O acompanhamento é feito diariamente, e o Ministério da Saúde informou que tem condições de diagnosticar a doença se necessário.

Desde que teve conhecimento sobre os casos de pneumonia grave na China, o governo brasileiro notificou a área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e as Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais.

Segundo o Ministério da Saúde, as medidas, recomendadas pela OMS, têm o objetivo de evitar “medidas restritivas e desproporcionais” em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias.

Além da China, há casos de coronavírus confirmados na Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Vietnã.

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