Os Bombeiros realizam um alerta para as famílias que estão se programando para passeios próximos a rios, mar e açudes

30 de janeiro de 2020

No verão, muitas famílias optam por lazeres que envolvem mar, rios, piscinas ou açudes. Muitas famílias até mesmo realizam acampamentos em ambientes assim, porém, partes desses passeios acabam em afogamento. Segundo os Bombeiros Voluntários, é comum durante o verão muitas pessoas se afogarem. Em Santa Catarina já foram registrados 32 mortes e cerca de 1.900 salvamentos feitos pelos guarda-vidas neste verão.

“Muitas pessoas optam por viagens para o litoral durante as férias, mas isso não significa que essas ocorrências acontecem somente lá. Existe uma grande parte da população que vai para os interiores, e escolhem açudes ou rios, onde o afogamento se torna mais perigoso, pela forte ausência de guarda-vidas”, informa o Bombeiro Voluntário de Caçador, Jackson Mandelli.

Inclusive, no dia 26 de janeiro em General Carneiro, cinco pessoas da mesma família morreram afogadas no Rio Jangada. Segundo os Bombeiros da cidade, uma adolescente teria caído no rio e afundado em um buraco. Em seguida, um adulto e outra adolescente tentaram salvar a jovem, mas foram levados pela água. Na sequência, mais duas crianças tentaram ajudar e também foram carregadas pela correnteza.

“Toda a vítima quando está se afogando, ela perde a consciência e o subconsciente dela faz com que ela segure tudo que estiver na frente e puxe, para tentar se salvar. Pedimos para as pessoas que chegarem a essa situação, como a dessa família, quando não se tem técnica, pegue algo que seja flutuante, como garrafa pet e galho de árvore e arremesse para a pessoa segurar. Inclusive recomendamos para sempre que for realizar essas atividades, leve uma bóia e corda por prevenção”, orienta Bombeiro Voluntário Jackson.

Segundo o Bombeiro Voluntário, os casos mais comuns de afogamento são as tentativas de salvar, atravessar o rio nadando, uso indevido de bebida alcoólica, inatividade física e pular de lugares altos. “Muitas pessoas não tem o conhecimento da profundidade do local e acaba realizando atividades inadequadas, como, pular de barrancos ou árvores. Com essa atitude, além de se afogar, a pessoa pode sofrer lesões graves, que podem levar a vítima a óbito, ou ficar paraplégico ou tetraplégico. Essas recomendações servem para todas as idades, em especial crianças e jovens”, enfatiza.

O Bombeiro alerta também aos cuidados na própria casa. “Existem muitos casos de afogamentos na própria casa também. Uma criança de um ano pode se afogar em um balde de água. O cuidado não é só nos rios, mar e açudes, é dentro de casa também, pois basta um palmo de água, para acontecer um afogamento com uma criança”, afirma.

No ano de 2019, ocorreram dois afogamentos em Caçador, e neste verão, até o dia 29 de janeiro, os Bombeiros Voluntários não atenderam nenhuma ocorrência. “Desde novembro estamos trabalhando com a prevenção, então acredito que isso ajuda as pessoas a se conscientizarem”, finaliza o Bombeiro Voluntário, Jackson Mandelli.

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