Com investidores otimistas quanto ao combate à epidemia de coronavírus, o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,45%, a R$ 4,345 na venda. É o maior valor nominal (sem considerar a inflação) de fechamento já alcançado pela moeda americana. A China registrou hoje o menor número de novos
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12 de fevereiro de 2020

Com investidores otimistas quanto ao combate à epidemia de coronavírus, o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,45%, a R$ 4,345 na venda. É o maior valor nominal (sem considerar a inflação) de fechamento já alcançado pela moeda americana.

A China registrou hoje o menor número de novos casos de coronavírus em quase duas semanas, o que deixou investidores mais confiantes. “O fato de que o coronavírus não parece tão letal fora da China é algo que está confortando os mercados”, disse à Reuters Steve Englander, chefe de pesquisa global do G10 FX na Standard Chartered, em Nova York.

Além disso, os últimos resultados do varejo brasileiro divulgados pelo IBGE também contribuíram para a valorização do dólar frente ao real. Em nota, a corretora Commcor explicou que os números são “reações isoladamente negativas ao real, que segue sofrendo com baixos juros e dados de atividade desanimadores”.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Recorde do dólar não considera inflação

O recorde batido hoje pelo dólar considera o valor nominal, ou seja, sem descontar os efeitos da inflação, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Levando em conta a inflação em ambos os países, o pico do dólar pós-Plano Real aconteceu no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 22 de outubro de 2002. O valor atualizado seria de cerca de R$ 7,60. O valor nominal na época foi de R$ 3,9522.

Fazer esta correção é importante porque, ao longo do tempo, a inflação altera o poder de compra das moedas. O que se podia comprar com US$ 1 ou R$ 1 em 2002 não é o mesmo que se pode comprar hoje com os mesmos valores. *Com Reuters

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