Cortes de energia deverão ser retomados pela Empresa a partir da terceira semana de agosto

11 de agosto de 2020

No primeiro semestre de 2020, a Celesc registrou um aumento de 33% na inadimplência entre os consumidores. Segundo a Companhia, a alta foi puxada pelas classes industriais e comerciais, com 80% e 66% de aumento, respectivamente, em comparação aos primeiros seis meses de 2019.

A suspensão do fornecimento para os consumidores inadimplentes estava proibida até então pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A partir do dia 1º de agosto, as distribuidoras de todo o país voltaram a poder realizar os cortes, inclusive em unidades consumidoras de atividades que prestam serviços considerados essenciais.

O corte de energia continuará suspenso para consumidores de baixa renda (cerca de 36 mil famílias cadastradas) e para unidades onde more alguma pessoa que dependa de equipamentos elétricos essenciais à preservação da vida (2,3 mil famílias cadastradas). 

De acordo com o gerente do Departamento de Recuperação de Receitas da Celesc, Fernando Kaszewski, o consumidor receberá uma nova notificação sobre a existência de pagamentos pendentes, mesmo que já tenha sido comunicado anteriormente.

Será enviado um aviso na fatura informando a partir de que data poderá ocorrer o corte, previsto para 15 dias após o cliente receber o alerta. A previsão é de que a volta na suspensão do fornecimento para os inadimplentes seja retomada a partir da terceira semana de agosto.


Negociação das dívidas

Em alguns casos, é possível optar pelo parcelamento de débitos pendentes. Clientes residenciais, rurais e demais classes de consumidores com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV podem aderir ao parcelamento em até 12 vezes. Para isso, a unidade consumidora deve estar ativa ou com a energia cortada, não podendo estar desligada do sistema. O valor do débito deve ser entre R$ 450 e R$ 10 mil.

O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, explica que além das condições de parcelamento já oferecidas, foi estendido o parcelamento para consumidores com tensão de fornecimento superior a 2,3 kV. “Entendemos que a Celesc tem uma finalidade social e pública, por isso estamos indo até o limite do que podemos oferecer aos consumidores, sem prejudicar os acionistas”, destacou.

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