As peças publicitárias foram divulgadas em 11 cidades ao todo: Araranguá, Caçador, Chapecó, Criciúma, Gaspar, Jaraguá do Sul, Joinville, São Carlos, São Miguel do Oeste, Tubarão e Xanxerê

21 de agosto de 2020

Outdoors instalados em pelo menos três cidades de Santa Catarina, querelacionam o presidente Jair Bolsonaro às mortes ocorridas durante a pandemia, sofreram vandalismo nos últimos dias. Placas foram danificadas ou destruídas em Gaspar, Caçador e São Miguel do Oeste, onde um homem foi fotografado rasgando a imagem horas após a instalação (foto). 

A campanha vem na esteira dos mais de 100 mil óbitos provocados pelo novo coronavírus no país. Os outdoors levam assinatura do Sinasefe, o sindicato dos servidores técnicos, administrativos e docentes do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). 

“Os diversos relatos e flagrantes de ataques aos painéis, que chegam diariamente ao sindicato, demonstram que a defesa da liberdade de expressão, tão propagada pelos bolsonaristas para espalhar mentiras e discursos de ódio nas redes, não passa de um discurso vazio quando seus interesses são contrariados e confrontados com a verdade”, diz em nota a entidade.

Fernanda Silva, diretora do Sinasefe, explica que a campanha catarinense ocorre em âmbito nacional e começou pelo Sergipe, onde foram divulgados os primeiros outdoors. O sindicato relaciona a campanha à “omissão, descaso e postura negacionista” do presidente da República.

– O governo se omitiu, não tem conduzido bem a pandemia. Estamos sem ministro da Saúde, temos (no cargo) um militar sem formação na área. Nós tínhamos como ter tomado outras ações – avalia Fernanda.

As peças publicitárias foram divulgadas em 11 cidades ao todo: Araranguá, Caçador, Chapecó, Criciúma, Gaspar, Jaraguá do Sul, Joinville, São Carlos, São Miguel do Oeste, Tubarão e Xanxerê. 

O sindicato teve dificuldade para colocar a campanha nas ruas. Na Grande Florianópolis, as empresas que prestam esse tipo de serviço se negaram a instalar os outdoors, alegando “alto risco de depredação”. Por isso a ideia inicial, de colocar a campanha nas ruas em todas as cidades onde há unidades do IFSC, não foi levada adiante. Houve casos em que foi preciso mudar o outdoor de lugar, para áreas mais altas e de acesso mais difícil, por exemplo.

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