“Precisamos colocar pessoas capacitadas e com experiência para atuarem na UTI. Não dá pra simplesmente abrir novos leitos se não tem profissionais para trabalhar”, destacou doutor Bruno

4 de setembro de 2020

O número de mortes em Caçador por coronavírus é preocupante e a cada dia vem subindo. A primeira morte foi divulgada no dia 7 de maio. 32 dias depois, a segunda morte foi divulgada. Foram necessários apenas 6 dias para o registro da terceira morte e um mês (31 dias) para o registro da 4ª morte. 13 dias depois, mais três mortes foram confirmadas, sendo que no dia 29 de julho, Caçador chegou a 8 mortes por coronavírus. Ou seja, foram necessários 79 dias para registrar 8 mortes.

Para mais que dobrar este número, foram necessários apenas 32 dias. No dia 1 de setembro, foi registrado o 17º óbito.

“O número de óbitos que registramos em Caçador é considerado alta para a região. Infelizmente são pessoas que tiveram a Covid-19, desenvolveram alguma complicação e não conseguiram sobreviver”, explica o Doutor Bruno Vitiritti.

Há poucos dias, a região de Caçador saiu do nível gravíssimo para o nível grave, mesmo com o aumento no número de casos. O doutor Bruno explica que isso ocorre pois é realizada uma análise regional e que mesmo que em outras cidades já exista uma estabilidade, ainda não é o caso de Caçador.

“Essa análise acontece por proporção regional e número de leitos disponíveis. Pessoas morreram nos últimos dias, outras tiveram alta e vagou leito. E essa situação de mais leitos disponíveis deixa a região em estado grave e não mais gravíssimo. Alguns municípios da regional podem até ter atingido uma estabilização mas não é o caso de Caçador”, destacou.

“Precisamos colocar pessoas capacitadas e com experiência para atuarem na UTI. Não dá pra simplesmente abrir novos leitos se não tem profissionais para trabalhar”, destacou doutor Bruno

E para quem consegue se recuperar da doença, a recuperação pós um entubamento é tão complicada quanto a doença. Isso porque o paciente fica frágil, precisa de ajuda e o processo de recuperação leva várias semanas. “As pessoas precisam se cuidar para não ir para em um leito de UTI. Além de poucas vagas, poucos profissionais, é alto o risco de alguma infecção que pode ser contraída dentro do próprio hospital. E a recuperação pós entubamento leva muito tempo”, disse o doutor Bruno.

O doutor Bruno ainda destaca que mesmo pessoas que foram contaminadas e conseguiram se recuperar, ainda precisam manter os cuidados de segurança com a saúde. “Muita gente que já se infectou e se curou, agora acha que está livre, já pode visitar os parentes. Mas não é bem assim. Ainda não há nada concreto que diga que pessoas que já diagnosticaram positivo estão imunes. Então os cuidados precisam continuar”, destacou.

Com relação a vacina, para o doutor Bruno, a expectativa é que em janeiro comece a vacinação. “Temos uma investigação na área das vacinas bem avançada. Talvez em novembro e dezembro tenhamos uma boa resposta e em janeiro, a esperança é que já começamos a  vacinar”.

As 17 pessoas que foram a óbito são:

– homem, 84 anos; 

– mulher, 87 anos;

– homem, 89 anos;

– homem, 51 anos; 

– mulher, de 75 anos;

– homem, de 66 anos;

– mulher, de 80 anos; 

– mulher, 91 anos;

– homem, 81 anos, que estava morando em Florianópolis, mas ainda mantinha carteira de Saúde de Caçador;

– mulher, 57 anos, que estava morando em Joinville, mas ainda mantinha carteira de Saúde de Caçador;

– mulher, 72 anos, que estava internada em Xanxerê;

– mulher, 88 anos;

– homem, 80 anos;

– homem, 75 anos;

– mulher, 71 anos;

– homem, 80 anos; 

– homem, 66 anos

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