O fenômeno se trata de um ciclone extratropical que se formou e permanece em alto mar, na altura da baía do Prata, na Argentina, e deve ficar afastado de Santa Catarina

14 de setembro de 2020

O termo “ciclone bomba” voltou aos principais assuntos da internet na noite deste domingo (13). Porém, de acordo com o meteorologista da Epagri/Ciram, Marcelo Martins, não há motivos para preocupação em Santa Catarina.

O fenômeno se trata de um ciclone extratropical que se formou e permanece em alto mar, na altura da baía do Prata, na Argentina, estando muito afastado de Santa Catarina.

Além disso, Martins explica que em nenhum momento o ciclone avançará para o Estado, permanecendo sempre no mar “bem afastado”.

“Para se ter uma ideia, se você traçar uma linha reta do litoral da Argentina em direção ao centro do ciclone extratropical, a distância é a mesma que daqui [Florianópolis] à Salvador. Por causa da rotação da terra ele [ciclone] tem a obrigação de ir para alto mar. Daqui a seis horas ele estará quase na África”, explica o meteorologista.

Consequências

Em decorrência do fenômeno e da entrada de uma massa de ar frio no litoral catarinense nesta segunda-feira (14), o mar deverá sofrer alterações.

Localização onde o ciclone está em alto mar, próximo ao litoral da Argentina – Foto: Reprodução

Segundo a Epagri/Ciram, o mar deve ficar agitado com ondas de 2 a 2,5 metros em praias de mar aberto e 3 a 3,5 metros em alto mar. A condição é desfavorável à navegação de pequenas e médias embarcações. Os ventos podem ficar entre 60 e 80 km/h.

Em decorrência da entrada desta frente fria, deve ocorrer pancadas de chuva em todas as regiões do Estado, a maior parte do Meio-Oeste ao litoral, com pouco volume e sem indicativo de temporal forte.

“Sem motivos para alarde”

Conforme o meteorologista do portal Climaterra, Piter Scheuer, a frente fria que entra em Santa Catarina a partir desta segunda-feira, vem de maneira mais fraca com baixo índice de chuva.

“Nesta segunda-feira o vento sopra no quadrante sul a sudeste e traz rajadas de 30 a 50 km/h em todas as regiões. No litoral sul e áreas da Grande Florianópolis, teremos rajadas de 50 a 70 km/h, é o chamado vento minuano”, explica o profissional.

O portal Conexão GeoClima foi mais um a se posicionar e afirmou que “Não teremos um ciclone bomba ou explosivo como ocorreu no dia 30 de junho“.

Veja explicação do meteorologista Piter Scheuer sobre os efeitos do ciclone bomba em Santa Catarina:

Temperaturas altas no fim de semana

Os termômetros marcaram temperaturas acima dos 30 ºC em Santa Catarina no fim de semana. Conforme a Epagri/Ciram, a temperatura mais alta foi registrada em Caibi, no Oeste, com 37,66 ºC.

Veja as máximas durante o fim de semana:

  • Caibi: 37,66 ºC
  • Itapiranga: 36,6 ºC
  • Maravilha: 35,1 ºC
  • Joaçaba: 34,3 ºC
  • Rio Negrinho: 33 ºC
  • Florianópolis: 31,1 ºC

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