Das 16 regiões de saúde em Santa Catarina, 15 estão em risco grave e uma em alto risco. ‘Nosso mapa é indicativo de resultado’, disse secretário de Saúde em entrevista

24 de setembro de 2020

Santa Catarina não tem nenhuma região em situação gravíssima para o coronavírus, segundo o mapa de monitoramento do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) divulgado pelo governo estadual nesta quarta-feira (24). São 15 das 16 regiões em situação grave e uma em alto risco.

Essa é a primeira vez em três meses que não há áreas de risco no alerta máximo desde a metade de junho, quando a região da Foz do Rio Itajaí entrou para o nível gravíssimo por causa do coronavírus, em 17 de junho. No início de julho mais duas regiões entraram nessa condição e a situação piorou, com Santa Catarina tendo duas vezes 12 das 16 regiões em situação gravíssima.

Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, falou sobre a atual situação da pandemia no estado, onde considera que o “pior da primeira onda passou” mas não descarta a possibilidade de os números voltarem a piorar futuramente, caso regras não sejam seguidas.

“Nosso mapa mostra uma evolução favorável. É um indicativo do que está sendo feito, de que estamos tendo resultados com isso”, disse o secretário de Estado da Saúde.

De acordo com o boletim do governo do estado divulgado na noite de quarta-feira (23), Santa Catarina tem 208.900 casos confirmados de coronavírus, com 2.686 mortes.

O Extremo-Oeste do estado é a única região atualmente em risco alto, o segundo menos grave conforme a escala, dividida em níveis moderado, alto, grave ou gravíssimo.

A região de saúde Nordeste de Santa Catarina, que era a única em risco gravíssimo para Covid-19 na atualização de semana passada, teve melhora e foi para a situação grave. A área onde fica Joinville estava em situação gravíssima desde 14 de julho.

Segundo Motta Ribeiro, existe a expectativa de que a próxima atualização, daqui uma semana, tenha melhorias e mais regiões em alto risco porque as notas dadas às regiões, para classificação, estão mais próximas da cor amarela, que indica risco alto, do que da cor vermelha, que indica risco gravíssimo.

Mudanças no padrão do mapa de risco

O acompanhamento para o mapa de risco atualmente é feito semanalmente e são calculados a partir da combinação de quatro fatores: isolamento social, investigação, testagem e isolamento de casos, reorganização de fluxos assistenciais e ampliação de leitos. Recomendações são sugeridas aos gestores locais, pelo governo estadual, a partir da classificação de cada região no mapa de risco.

O secretário de Saúde informou nesta quinta-feira (24) que devem ocorrer nas próximas semanas nesse padrão de análise para o mapa de risco, considerando mais as possibilidades de transmissão da doença.

“Não há de se imaginar que as coisas são estáticas. Estamos em momento diferente da pandemia. Nossos modelos, apesar de muito bem constituídos, precisam sim ser avaliados. Essa discussão existe há semanas para que a gente possa entender onde podemos calibrar a matriz de risco para que atenda melhor o momento em que estamos de certa estabilidade, ainda preocupante, mas que mostra que parece que o pior da primeira onda já passou”, disse o secretário.

A alteração segue, inclusive, sugestões de pesquisadores de Santa Catarina para que a classificação considere e avalie melhor os riscos de contágio da doença, e não somente a ocupação em leitos de unidades de terapia intensiva.

SC à espera de testes de vacinas contra Covid-19

O secretário de Saúde falou também sobre Santa Catarina integrar a fila de estados brasileiros para testes de vacinas contra o coronavírus após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“É apenas um momento de avaliação de vacinas para ver se vão trazer de fato o resultado que se espera. Os testes continuam e é isso que estamos aguardando então, entender qual ou quais vacinas iremos adquirir para que a população possa ser imunizada”, disse Motta.

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