No período em que ocorreram os estupros, a família morou em cinco cidades: Capão Alto, Caçador, Lontras, Lages e Ascurra.

9 de outubro de 2020

Um padrasto de Ascurra, no Vale do Itajaí, foi condenado a 46 anos e oito meses de prisão por estuprar suas enteadas de 10 e 12 anos de idade, tipificado como crime de estupro de vulnerável. O nome do réu não foi divulgado para proteger a identidade das vítimas.

Segundo a denúncia, o homem teria praticado os abusos desde 2018 contra a enteada mais velha e, em 2019, começou a praticar crimes também contra a outra enteada, mais nova.

Para garantir o silêncio das vítimas, ele ameaçava as enteadas de morte e afirmava que mataria, também, a mãe delas. No período em que ocorreram os estupros, a família morou em cinco cidades: Capão Alto, Caçador, Lontras, Lages e Ascurra.

A denúncia se deu após a enteada mais velha se recusar a seguir morando com a mãe, insistindo em morar com um tio, a quem relatou os abusos.

A sentença foi dada pela Justiça da Comarca de Ascurra e o promotor de justiça responsável pela denúncia, Victor Abras Siqueira, recorreu pedindo condenação com pena ainda maior.

Para chegar ao tempo total de pena, o Juiz Josmael Rodrigo Camargo levou em consideração o fato de o crime ter sido cometido várias vezes e de o autor “ter se utilizado de sua condição de padrasto” para realizar abussos e ameaçar as crianças.

Pelos crimes cometidos contra a irmã mais velha, o Juiz fixou a pena de 29 anos e dois meses de prisão e, pelos crimes contra a outra irmã, 17 anos e seis meses.

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