Membros da bancada do MDB e PL repercutiram a votação do segundo processo de impeachment e criticaram a deputada Paulinha (PDT) na sessão de quarta-feira (21) da Assembleia Legislativa pela frase dita pela líder do Governo na sessão anterior, de que sentia vergonha do Parlamento

22 de outubro de 2020

Membros da bancada do MDB e PL repercutiram a votação do segundo processo de impeachment e criticaram a deputada Paulinha (PDT) na sessão de quarta-feira (21) da Assembleia Legislativa pela frase dita pela líder do Governo na sessão anterior, de que sentia vergonha do Parlamento.

“Estou no sexto mandato, nunca ouvi nesses quase 24 anos nenhum parlamentar se pronunciar que sentia vergonha do seu Parlamento. A deputada se excedeu. Essas palavras não cabem ao Parlamento, temos as nossas divergências, mas acima de tudo são deputados que agem conforme a consciência e seu entendimento”, disparou Moacir Sopelsa (MDB), que sugeriu que a deputada seja oficiada para retirar a frase. “É uma mancha”.

“Tenho orgulho de fazer política e não politicagem, a deputada Paulinha estava tomada pelo calor da emoção, mas as palavras têm peso, meu máximo respeito à deputada aguerrida, mas não há nada que tenha feito nesta Casa que me cause vergonha”, afirmou Ada de Luca (MDB).

“Entendo a indignação de Vossas Excelências com as palavras dirigidas a todos. Administrar, governar, dirigir é difícil, e quando você tem de tomar decisões de fazer justiça é pesado. Restringir direitos não é muito fácil e tem gente que não está preparada para essa coisas”, opinou Maurício Eskudlark (PL).

Valdir Cobalchini (MDB) fez um histórico da participação da deputada Paulinha na Comissão que examinou o segundo pedido de impeachment do governador Carlos Moisés.

“Na segunda reunião (a deputada) apresentou documento de diligência ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitando manifestação do presidente do TCE em face de declaração sua dada ao Ministério Público (MPSC) sobre o pagamento antecipado dos respiradores”, rememorou Cobalchini.

O deputado enfatizou que a referida Comissão adotou o critério de se restringir aos autos do processo. “Qualquer documento estranho tínhamos de conceder vistas às partes e daí não teríamos prazo para cumprir a lei, então a Comissão, por oito votos a um, decidiu não fazer diligências”, contou o representante de Caçador.

Já no dia 13 de outubro, revelou Cobalchini, a deputada pediu vista, que foi negada por oito votos a um. Em seguida, Paulinha impetrou um mandado de segurança Junto ao Tribunal de Justiça (TJSC), que foi indeferido.

“Agimos com absoluta transparência e zelo, confesso que nos constrangeu a todos, ficamos até certo ponto envergonhados com o discurso que ouvimos pacientemente”, finalizou Cobalchini.

Fatos e narrativas
Sargento Lima (PSL) parabenizou o presidente Bolsonaro pela decisão de não comprar a Coronavac, a vacina contra Covid-19 que se encontra em estágio avançado, inclusive com pedido de registro na Anvisa e parceria de produção com o Instituto Butantan, de São Paulo.

“Estou parabenizando o presidente Bolsonaro pelo fato dele ter se manifestado contrário ao uso da vacina e também para desconstruir argumentos dos manuais comunistas e nazistas”, explicou Lima.

De acordo com o deputado, não se pode comparar a cloroquina com a vacina da empresa Sinovac.

“O presidente defendeu o uso da hidroxicloroquina porque o medicamento tem certificação da Anvisa e comprovação científica de que é benéfico contra alguns tipos de doenças”, informou Lima.

Já a vacina, segundo o representante da Manchester barriga verde, não tem certificado na Anvisa e não tem comprovação científica de que funciona adequadamente.

O deputado acusou vereadores e deputados de todo país de tentar difamar o presidente da República, alegando que Bolsonaro persegue a imunização de rebanho (quando cerca de 70% da população contrai determinado agente patológico) e que o Planalto é responsável pela má utilização dos recursos contra a Covid.

“Os verdadeiros responsáveis pela má utilização dos recursos enviados aos estados são a Câmara e o Senado, que pressionaram para deixar livre os governadores, os decretos de fechamento todos partiram de governadores e prefeitos”, sustentou Lima.

Esclarecimento
Ismael dos Santos (PSD) usou a tribuna para esclarecer a opinião pública sobre equívoco cometido por reportagem da Rede Globo que confundiu comunidades terapêuticas com clínicas de recuperação de drogados.

“Tendo em vista reportagem da Globo ‘Polícia Civil prende suspeito de cárcere privado em clínica de recuperação de Minas Gerais’ é preciso distinguir duas instituições diferentes, clínicas e comunidades, e aí a Rede Globo acabou dando um nó na cabeça do brasileiro”, ponderou Ismael.

Conforme explicou o deputado, as clínicas utilizam medicamentos pesados e o ambiente é fechado, enquanto na comunidade terapêutica a adesão é voluntária e funciona com portões abertos.

“Se quiser ficar nove meses, ótimo, mas se quiser ficar meia hora, tem a liberdade”, pontuou Ismael, que aplaudiu a ação da polícia mineira.

Assinatura retirada
Bruno Souza (Novo) criticou a decisão do colega Cesar Valduga (PCdoB) de retirar assinatura da proposta de emenda à Constituição que garantia a eleição direta no caso de impedimento do governador e do vice.

“Quero fazer um desagravo a uma atitude que fiquei sabendo hoje, quando a Inês é morta e quando o governo vai chegar ao fim o deputado Cesar Valduga retira a assinatura da PEC da eleição direta. Respeito os deputados que não quiseram assinar, mas não admito que brinquem com os catarinenses”, declarou Souza.

Educação domiciliar
Bruno Souza demonstrou preocupação com a ideia de que a educação domiciliar de alguma forma pode prejudicar o ensino tradicional.

“Isso é impossível, não prejudica os profissionais, não prejudica as crianças, nem as famílias e nem as escolas. São apenas mil famílias fazendo educação domiciliar”, advogou Souza, que defendeu que a tutela das crianças pertence às famílias e não ao estado.

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