Segundo a polícia, furtos são mais comuns na área central da cidade do que crimes como abusos sexuais

24 de outubro de 2020

O estupro cometido dentro de uma loja no Centro de Joinville na última quinta-feira (22) chama a atenção da polícia não só pela forma como aconteceu, mas também por outras circunstâncias, como o horário e o local. A jovem estava sozinha na loja onde trabalha quando o suspeito apareceu no início da tarde utilizando-se do pretexto de evangelização antes de manipulá-la e cometer o crime. 

Segundo as polícias Militar e Civil, apesar de a cidade registrar esse tipo de ocorrência, Joinville não costuma ter casos frequentes de abusos sexuais no Centro ou em regiões com mais fluxos de pessoas.

– É uma situação muito rara. Eu nunca presenciei uma situação análoga a essa. Todo o contexto, a forma como ele (o agressor) utilizou para cometer o crime… É uma situação bem peculiar, de fato – comenta o delegado Pedro Alves. 

Segundo Pedro, há um número elevado de casos de violência sexual na Comarca de Joinville. No entanto, os crimes costumam acontecer em ambiente familiar e são praticados, principalmente, por pessoas próximas à vítima. 

– Eles se aproveitam da questão da vulnerabilidade, do acesso mais fácil à vítima e de todo o contexto doméstico que facilita esse tipo de crime – acrescenta. 

No caso registrado na última quinta dentro da loja na região central, a mulher de 24 anos estava sozinha no estabelecimento em que trabalha quando o homem entrou no local. A Polícia Civil informou que foi possível ver ele fazer uma espécie de “ritual” com ela.

– O fato foi atípico, dentro de uma loja. A metodologia que possivelmente o agressor tenha adotado, caso seja confirmada, até facilitaria a prática dentro desse tipo de ambiente, até para não gerar qualquer tipo de suspeita – completa o capitão Celso da Polícia Militar. 

Furtos são os crimes mais comuns no Centro 

Segundo a PM, as lojas e outros estabelecimentos no Centro do município costumam registrar mais casos de furtos e roubos do que crimes relacionados à violência contra a mulher, principalmente abusos sexuais. 

A polícia ainda reforça que, diante de situações de violência doméstica ou contra a mulher, os familiares têm medo de acionar a polícia.

– A gente solicita que sempre acione a polícia o quanto antes. Isso facilita nas buscas. Essa agilidade foi determinante para a captura dele – pontua. 

Já com relação ao sugestionamento mental cometido antes do abuso, a polícia orienta à preservação de contato próximo a pessoas desconhecidas. 

– Ainda é superficial confirmar qual foi a técnica por ele empregada, mas para evitar esse tipo de situação acredito que seja se preservando durante conversas com pessoas desconhecidas, evitar o contato muito próximo com esse tipo de pessoa – sugere o delegado Pedro Alves. 

Caso aconteceu à luz do dia

O caso em Joinville aconteceu por volta do meio-dia, em um loja na rua João Colin, no Centro. A jovem de 24 anos estava sozinha no estabelecimento em que trabalha quando o homem entrou no local, vestido com roupa social e mochila.

Pelas imagens gravadas pela câmera de segurança, a Polícia Civil informou que foi possível ver ele fazer uma espécie de “ritual” com ela.

Ele foi encontrado mais tarde ao entrar em um hotel próximo da rodoviária, no bairro Anita Garibaldi. Ele estava com as mesmas roupas usadas dentro da loja onde ocorreu o crime. Ele foi preso pela Polícia Militar e levado para a delegacia.

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