Julgamento que aconteceu no plenário da Câmara iniciou pela manhã e encerrou às 20h44

7 de novembro de 2020

Os réus Matheus de Lima Pedroso e Diego Maciel dos Santos foram condenados em júri popular nesta sexta-feira, 6, realizado no plenário da Câmara Municipal de Caçador, devido à reforma do Tribunal de Justiça do Fórum.

A dupla respondia por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, eles também foram julgados por corrupção de menores, já que havia um adolescente envolvido no dia do crime, ocorrido na rua Moacir Sampaio, no centro, no dia 20 de outubro de 2018.

Durante o processo, o promotor Diego Henrique Siqueira Ferreira sustentou a tese das agressões contra a vítima, com golpes violentos, que continuaram acontecendo após a vítima desmaiar. Segundo os autos do processo, a motivação da briga seria um envolvimento de um dos denunciados com a suposta namorada da vítima em uma casa noturna. O adolescente que participou das agressões foi uma das testemunhas ouvidas, assim como os policiais que atenderam a ocorrência.

A defesa foi feita em duas etapas. A defensora pública, Elaine Caroline Masnik, argumentou a presunção de inocência, já que, segundo ela, não haviam provas de que Diego Maciel dos Santos, agrediu a vítima já caída. Ela ainda pediu a desqualificação para lesão corporal e homicídio privilegiado, devido à provocação antes dos fatos. As teses não foram aceitas pelos jurados.

Já a defesa de Matheus Lima Pedroso foi feita pelo advogado Sandro da Silva Oliveira, que também sustentou a tese de que era impossível afirmar que o réu estava na cena do crime e que Matheus não possuía antecedentes criminais e nunca tinha se envolvido em uma briga.

Após quase 12h de sessão, os jurados entenderam pela condenação dos dois, que sofreram penas aplicadas de forma individual. Matheus foi condenado a sete anos de reclusão (seis por tentativa de homicídio e um por corrupção de menor), em regime semiaberto. Já Diego foi condenado a oito anos de reclusão (sete pelo crime de tentativa de homicídio e um por corrupção de menor), também em regime semiaberto.

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