Remédio é utilizado como “tratamento precoce” para coronavírus no Brasil

6 de fevereiro de 2021

A farmacêutica alemã Merck, responsável pela fabricação da ivermectina, publicou um comunicado na última quinta-feira (4), afirmando que os dados disponíveis não apontam a eficácia do medicamento contra a Covid-19.

“Não acreditamos que os dados disponíveis sustentem a segurança e a eficácia da ivermectina além das doses e dos grupos indicados nas informações de prescrição aprovadas por agências regulatórias”, diz o comunicado. 

A empresa destaca os seguintes pontos: 

– Não há base científica para um potencial efeito terapêutico contra Covid-19 em estudos pré-clínicos; 

– Não há evidência significativa para atividade clínica em pacientes com a doença; 

– Há uma preocupante ausência de dados sobre segurança da substância na maioria dos estudos.

A Merck também destacou no comunicado que a ivermectina segue sendo recomendada contra a estrongiloidíase e a oncocercose — as duas doenças são provocadas por parasitas. Segundo a farmacêutica, os cientistas “continuam a examinar cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis”.

Uso da ivermectina no Brasil 

Mesmo sem estudos comprovando a eficácia do vermífugo no combate à Covid-19, o medicamento integra o chamado “kit Covid“, recomendado pelo Ministério da Saúde. O coquetel de medicamentos é utilizado como “tratamento precoce” para a doença.  

Um levantamento realizado pelo G1 apontou que a venda do medicamento teve um aumento de 557% entre 2019 (antes da pandemia) e 2020 (quando a pandemia começou).

*Com informações de G1

Mais Acessadas

Carregando...