A Capital catarinense é a segunda com maior índice de ocupação em comparação com as outras 27 do país

3 de março de 2021

A ocupação de leitos de UTI Covid para adultos de Santa Catarina é a maior do país. Os dados são da Fiocruz, que emitiu um boletim nesta terça-feira (2) sobre o momento da pandemia do coronavírus no Brasil. Segundo os dados do órgão, o índice catarinense é de 99%. O relatório afirma que pela primeira vez, desde o início da pandemia, “verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos, de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de SRAG, alta positividade de testes e a sobrecarga de hospitais”.

A realidade de SC também se configura pelo cenário em Florianópolis. A Capital catarinense é a segunda com maior índice de ocupação em comparação com as outras 27 do país. Ao todo, 20 delas estão com taxas com 80% ou mais. A primeira é Porto Velho (RO), 100%. Depois vem Florianópolis, com 98%.

Na prática, entretanto, mesmo que haja um 1%, no caso de SC, e 2%, na Capital catarinense, não existe leito de UTI Covid adulto disponível nas cidades do Estado. O percentual livre é flutuante e apenas virtual. A unidade abre após a saída de um paciente e logo é ocupada por aqueles que estão na fila de espera.

A Fiocruz afirma em seu boletim que a questão de sobrecarga nos sistemas de saúde é uma preocupação desde o início da pandemia e agora principalmente deve-se olhar para estes indicadores como um alerta real. “Os dados são muito preocupantes, mas cabe sublinhar que são somente a ‘ponta do iceberg’. Por trás deles estão dificuldades de resposta de outros níveis do sistema de saúde à pandemia, mortes de pacientes por falta de acesso a cuidados de alta complexidade requeridos, a redução de atendimentos hospitalares por outras demandas, possível perda de qualidade na assistência e uma carga imensa sobre os profissionais de saúde”.

Os técnicos que ficeram o levantamento alertam que a possibilidade de ampliação de leitos de UTI existe, mas não é ilimitada por conta da necessidade de equipes altamente especializadas para dar conta de cuidados críticos. Em alguns Estados brasileiros, afirmam, as taxas no setor privado estão até mais elevadas do que as do SUS, como é o caso do RS e do Sergipe.

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