Procedimentos que precisam de anestesia geral ou que impliquem na reserva de leitos de UTI estão proibidos até o dia 31 de março

23 de março de 2021

O governo de Santa Catarina suspendeu as cirurgias eletivas de média e alta complexidade em clínicas e hospitais privados até o dia 31 de março. A alta no número de casos de Covid-19 e um possível desabastecimento de medicamentos são apontados como justificativa para a ação. A decisão foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira (22).

Ficam suspensos no período todos os procedimentos cirúrgicos realizados sob anestesia geral, os que usam de sedativos e anestésicos intravenosos e os que impliquem na reserva de leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Cirurgias de emergência seguem autorizadas.

Na quinta-feira (18), quatro hospitais particulares de Florianópolis informaram ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que o estoque de medicamentos usados no “kit intubação” estava acabando. Segundo os diretores das unidades, há dificuldade em realizar a compra desses itens.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) também relatou dificuldades na compra de insumos, principalmente de três remédios usados na intubação de pacientes. Um deles, o rocurônio, está em níveis críticos no estoque estadual. Um processo licitatório foi lançado pela segunda vez para a compra do item após não haver interessados na venda.

Junto a dificuldade de compra, a alta demanda também preocupa a SES. Segundo a pasta, nos primeiros nove dias de março um medicamento do “kit intubação” foi consumido quase duas vezes mais do que a média mensal de 2020.

Na segunfa-feira, a Justiça deu prazo de 48 horas para o governo do Estado apresentar as medidas adotadas para a distribuição de medicamentos usados para tratamento de pacientes com Covid-19 a hospitais de SC, além de informar as quantidades disponíveis, possibilidade de substituição e as dosagens utilizadas.

Santa Catarina confirmou 767.652 casos do novo coronavírus até segunda-feira (23). Foram registradas 9.651 mortes em decorrência da doença e 31 mil pessoas estão infectadas com o vírus no momento. A fila de espera por um leito de UTI era de 374.

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